União de Freguesias de Abrantes e Alferrarede coloca 100 armadilhas à vespa asiática pelo território

Numa altura em que a vespa asiática sai da fase de dormência e começa a ser avistada, os Municípios da região têm apostado na colocação de armadilhas para apanhar esta espécie que, por ser carnívora e predadora, é perigosa para a sobrevivência das abelhas meleiras – que produzem mel-, destruindo colónias inteiras.

Vespa Velutina

Em Portugal, os números indicam uma progressão de 70 a 80 quilómetros por ano. Segundo a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária, a vespa velutina constrói ninhos de grande dimensão, em locais isolados e altos. Os especialistas indicam ainda que preferem locais com água ou com outras colmeias nas proximidades.

Esta espécie distingue-se da vespa crabro (a europeia) pela coloração do abdómen (mais escuro e com uma lista amarela) e pelas patas (amarelas, no caso das asiáticas).

Assim, no sentido de evitar a sua propagação, a União de Freguesias de Abrantes e Alferrarede colocou já pela área do seu território mais de 100 armadilhas, de forma a “monotorizar e controlar a presença da vespa velutina ou asiática”, tendo em vista “proteger as nossas pessoas” bem como “a fauna e a flora”.

Armadilha para a Vesp Velutina

“Vamos distribuir ainda mais, vamos querer chegar às 250 armadilhas”, disse à Antena Livre o presidente da União de Freguesias de Abrantes e Alferrarede, Bruno Tomás, que admitiu que “elas estão cá e vamos ter que conviver com elas”, tendo explicado que a vontade da autarquia em querer colocar mais armadilhas se prende com o facto de “no ano passado este tipo de vespa também estava a aparecer na zona mais urbana e já tínhamos decidido, em consonância com o serviço municipal de Proteção Civil, que este ano tínhamos de ter medidas preventivas, principalmente onde há um maior aglomerado de pessoas”.

Bruno Tomás refere mesmo que no ano transato foi detetado um ninho primário numa zona mais urbana, neste caso no edifício da sede da junta de freguesia.

A distribuição das armadilhas foi feita “desde a cidade às nossas aldeias” e estas armadilhas consistem em garrafas de plástico com um orifício através do qual a vespa entra, atraída por um cocktail açúcarado, líquido no qual fica presa e acaba por morrer.

Bruno Tomás aponta que a perspetiva é a de que “vamos ter muitos mais ninhos este ano” pelo território, mas ressalva que as pessoas não têm de ficar alarmadas. O responsável adiantou também que este ano já houve avistamento de vespas, e exemplo disso foi o aparecimento de vespas asiáticas nas armadilhas colocadas apenas 48 horas depois da respetiva colocação da armadilha.


Apela a União de Freguesias para que se vir uma armadilha destas não a destrua e que, se detetar a presença de algum ninho de vespa asiática pelo concelho ou de alguma armadilha com um número de vespas asiáticas muito elevado na mesma que contacte através do número 241 366 223.